Votação do Marco Legal das Ferrovias aguarda definições sobre renovação antecipada da FCA

Com forte mobilização das bancadas do Espírito Santo e de Minas Gerais e anuência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o marco das ferrovias não será pautado até que...

Com forte mobilização das bancadas do Espírito Santo e de Minas Gerais e anuência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o marco das ferrovias não será pautado até que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, explique porque no contrato de renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) não estão incluídos investimentos no corredor Centro-Leste, que sai de Goiás, passa por Minas Gerais e chega no Porto de Vitória (ES). A renovação antecipada do contrato da FCA por um período de 30 anos, que tem a VLI como concessionária, prevê investimentos de cerca de R$ 13,8 bilhões. “É um investimento de R$ 13 bilhões e Minas e Espírito Santo simplesmente ficaram de fora, isolaram a malha leste de investimentos […] é um corredor importante para o agronegócio e estão desprezando” afirmou Carlos Viana (PSD-MG) que apesar de ser vice-líder do governo está apoiando as negociações. O principal pleito é a inclusão do Contorno da Serra do Tigre (MG) no escopo da renovação antecipada. Com extensão estimada em 450 quilômetros entre as cidades mineiras de Patrocínio e Sete Lagoas a obra demandaria investimentos de R$ 2,8 bilhões, segundo estudo da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Em nota, a VLI afirmou que dos investimentos previstos cerca de R$ 4 bilhões serão destinados ao Corredor Centro-Leste e que o Contorno da Serra do Tigre “não constitui um gargalo operacional […] já que há ociosidade para a capacidade instalada”. (Valor Econômico)