Leilão rodoviário do Mato Grosso tem nove grupos interessados: Na próxima sexta-feira (14), o Governo do Estado de Mato Grosso realiza o leilão de concessão de seis rodovias estaduais. De acordo com fontes, a disputa deverá atrair nove grupos interessados nos ativos, recebendo ao todo 14 propostas. Entre os concorrentes estão empresas de construção e operadores de infraestrutura de médio porte, como CS Infra (do grupo Simpar), Monte Rodovias, Terracom, Stratura, Zopone, além de consórcios envolvendo Conata Engenharia, Houer, FM Rodrigues, VF Gomes e Pavienge. Uma inovação no projeto é a criação de contas vinculadas para garantir que recursos das outorgas sejam reinvestidos em reequilíbrios contratuais e expansão de trechos. Além disso, cláusulas de compartilhamento de riscos e a flexibilidade para revisão do plano de investimentos foram fatores que atraíram interessados no certame. Considerando a concessão de todos os lotes, os investimentos devem atingir a marca de R$ 7,7 bilhões, além de R$ 8 bilhões em custos operacionais, considerando os 30 anos do contrato de concessão. O grande atrativo dos lotes é sua conexão com corredores logísticos estratégicos, como a BR-163 e o terminal ferroviário da Rumo em Rondonópolis. O leilão será realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo (SP), em que a licitação seguirá o critério de menor tarifa de pedágio, combinado com um aporte crescente conforme o deságio oferecido. (Valor Econômico)
Copasa planeja PPP do Vale do Jequitinhonha (MG) para serviços de saneamento: O Governo do Estado de Minas Gerais avança nas negociações para a formação de um bloco de concessão de saneamento, que poderá contar com a adesão voluntária de 92 municípios. Atualmente, cerca de 10% e 15% dos municípios já mostraram interesse, mas as tratativas devem durar até mais seis semanas. O projeto caminha paralelamente à discussão sobre o futuro da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que pode ser concedida ou federalizada. A concessão da estatal depende de aprovação legislativa, realização de plebiscito e possíveis ajustes regulatórios. A renovação de contratos com os municípios, especialmente com Belo Horizonte (MG), cuja concessão vence em 2034, também será fundamental para viabilizar a venda. Enquanto isso, a Copasa foca na ampliação dos investimentos para atingir a universalização dos serviços de água e esgoto. A companhia pretende investir R$ 17 bilhões nos próximos quatro anos, sendo R$ 2,5 bilhões em 2025, R$ 3,4 bilhões anuais entre 2026 e 2027 e R$ 3,7 bilhões nos anos seguintes. Para acelerar esse processo, a empresa implementou reformulações internas, reduzindo o prazo médio de contratação de 114 para 54 dias. Além disso, um centro de serviços compartilhados foi criado para otimizar a gestão. A primeira fase da reestruturação da estatal será concluída até julho deste ano, dando início a um planejamento estratégico para os próximos anos. (Valor Econômico)

