A primeira concessão rodoviária do Pará esta em planejamento, segundo o governo do Estado. Trata-se de um corredor de 522,5 km entre Ananindeua (na região metropolitana de Belém) e Marabá (no Sudeste do Estado), com previsão de R$ 2,75 bilhões de investimentos em obras, além de custos operacionais estimados em R$ 1,66 bilhão, ao longo de um contrato de 30 anos.
Em março se dará o início a consulta pública desse projeto, mês que a gestão também planeja fazer rodadas de apresentação ao mercado e até 15 de abril, a intenção é publicar o edital. A meta é realizar o leilão, na sede da B3, em São Paulo, entre o fim de maio e início de junho, segundo o secretário estadual de Transporte, Adler Silveira.
Com um valor mínimo fixado em R$ 10 milhões, o leilão terá como critério o maior valor de outorga fixa a ser paga ao governo. Além disso, estão previstas outorgas variáveis, desembolsadas ao longo do contrato, e que deverão somar outros R$ 307 milhões.
A tarifa-teto de pedágio foi fixada em R$ 7,59, com isenção para motociclistas e descontos progressivos para usuários frequentes. Estão previstas sete praças de cobrança ao longo do corredor.
Tendo em vista o perfil do contrato (focado no agronegócio), a expectativa é positiva, de acordo com Silveira. Segundo ele, os estudos realizados ao longo dos últimos anos confirmam a viabilidade econômica e apontam uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 9,16%. (Valor Econômico)
