Ontem (05), o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, visitou o Espírito Santo para participar da assinatura da concessão Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA) e comentou sobre a desistência da EcoRodovias.
Em julho, a concessionária protocolou na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) uma declaração formal, que sinaliza ao governo o desinteresse em continuar administrando a BR-101, no Espírito Santo. A intenção é deixar o contrato por meio de uma devolução amigável.
A Eco101 assumiu a rodovia em 2013 com um contrato que previa a duplicação de todo o trecho concessionado, até o fim da concessão de 25 anos. Neste momento, o consórcio afirma ter prejuízo financeiro, pois em 9 anos, alega ter investido R$ 2,3 bilhões, mas faturou R$ 1,7 bilhão.
Ainda não existe um prazo para o lançamento do novo edital, que pode demorar, dado que o trâmite é burocrático e carece novos estudos. Entretanto, até a nova concessão, Sampaio assegurou que a concessionária continuará gerindo a rodovia.
“Vamos fazer um estudo novo para ter um novo leilão e uma nova entidade sobre a administração da rodovia. Infelizmente a concessionária não cumpriu o que era previsto. Vamos prever novos investimentos. Esse caminho de relicitação é o melhor, mas deve durar entre um ano e meio a dois anos para ter um novo leilão”, garantiu o ministro.
Entre as justificativas alegadas pela Eco101 para a desistência estão a demora nas liberações de licenciamento ambiental, desapropriações de áreas e decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a forma de devolução do dinheiro do pedágio para as obras ainda não executadas. (Folha Vitória)
