Ministério dos Transportes apresenta projetos de concessão a investidores: O Ministério dos Transportes do Brasil está em uma missão internacional com o objetivo de atrair grandes investidores globais para os projetos de concessão rodoviária no país, que somam uma carteira de captação de R$ 130 bilhões. A comitiva, liderada pelo ministro Renan Filho, iniciou reuniões em Madri (Espanha), focando em apresentar esses projetos a grupos de equity, agentes financeiros e empresas de infraestrutura sustentável. Entre os participantes estão o Banco Santander e a IG4 Capital, interessados na Parceria Público-Privada (PPP) e na infraestrutura brasileira. O Brasil detém a maior e mais arrojada carteira de concessões rodoviárias do mundo, com 65 mil quilômetros de rodovias federais e um histórico de investimentos que totalizam R$ 74,2 bilhões em apenas dois anos, com expectativa de alcançar R$ 130 bilhões até 2026. O interesse internacional reflete a maturidade dos projetos, que apresentam soluções modernas e sustentáveis. Após as reuniões, a comitiva seguirá para Londres, onde terá compromissos com investidores britânicos e agentes bancários, reforçando a atratividade dos projetos rodoviários brasileiros. Entre os encontros de destaque está o Ibero-América GRI Infra & Energy, reunindo líderes globais do setor de transporte e energia para discutir o desenvolvimento de infraestrutura na América Latina. (Governo Federal)
Projetos em saneamento necessitam de maiores investimentos: Segundo especialistas, os prazos impostos pelo Novo Marco do Saneamento, que definem a universalização do acesso à água potável e ao saneamento básico até 2033, estão apertados. Além disso, alertam que os investimentos estão concentrados em poucas empresas. Até o momento, as empresas Aegea Saneamento e Iguá Saneamento lideram os aportes no setor, uma vez que venceram as concessões mais importantes nos últimos três anos. Além das duas empresas, a BRK Ambiental e Águas do Brasil, têm desempenhado um papel importante no setor do saneamento, mas com o papel mais discreto. No entanto, há a entrada de novos players, como a Sabesp, a qual adota uma estratégia de nacionalização, e a Acciona, que recentemente venceu seu primeiro leilão no Brasil, o que pode acelerar os investimentos. Para Renato Sucupira, da BF Capital, a presença de investidores estrangeiros ainda não se concretizou como esperado, embora seja crucial para atingir as metas de universalização. Segundo ele, embora as empresas líderes no setor ainda não tenham atingido seu limite de endividamento, há uma concentração de investimentos em poucas companhias, o que gera preocupação sobre a capacidade de cumprir as exigências dentro do prazo estipulado. (Invest News)
