Atualmente, a rede de esgotos do Brasil atende apenas 63% das residências do país, valor muito abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Novo Marco do Saneamento, que deverá ser atingida até 2033. Assim, segundo a Agência Fitch Ratings, oito estatais do setor deverão investir R$ 2,2 bilhões entre 2024 e 2026, um aumento de 131% se comparado aos investimentos feitos entre 2020 e 2022, mas os desafios são grandes em virtude da atual infraestrutura em determinadas regiões. Contudo, apesar dos investimentos, os analistas Gustavo Mueller e Leonardo Coutinho apontam que a habilidade em executar grandes investimentos ao mesmo tempo em que preservam índices de alavancagem será um fator crucial de avaliação para essas empresas. A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) terão desafios moderados para atender às metas de investimentos. A taxa de cobertura em suas concessões é baixa, contudo as empresas dispõem fluxo de caixa e detém eficiência no setor. Enquanto a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) seriam menos eficientes que seus pares, pois deverão realizar mais investimentos. Assim, os analistas apontam que os balanços podem ser pressionados, resultando em aumento de alavancagem e provável redução na nota de crédito. (Valor Econômico)

