Hoje (10), foram apresentadas propostas para a concessão do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte por dois consórcios formados por empresas estrangeiras, um chinês e o outro italiano.
Ontem (9), o Partido Verde (PV) entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alegando que o leilão do Rodoanel quebra o princípio de isonomia nas eleições deste ano. O objetivo do partido é suspender o leilão por meio de uma liminar no tribunal eleitoral.
O modelo da contratação acontecerá via parceria público-privada (PPP), assim a empresa vencedora da licitação será responsável pela administração, construção, manutenção e operação da rodovia durante 30 anos. O Estado ficará responsável pela fiscalização do contrato, avaliando se todas as exigências serão cumpridas.
O governo prevê investimentos de R$ 3 bilhões, recurso disponível do acordo de reparação firmado com a mineradora Vale, em função do rompimento da barragem de Brumadinho. Já o futuro gestor deverá investir cerca de R$ 2 bilhões.
As prefeituras de Contagem (MG) e de Betim (MG) são contra o projeto. Alegam que a obra trará problemas ambientais na Área de Proteção Ambiental (APA) de Várzea das Flores.
Entretanto, a secretaria de Infraestrutura declarou que todas as licenças ambientais serão discutidas na fase de elaboração dos projetos. O leilão acontecerá na próxima sexta-feira (12), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). (Itatiaia)
