Concessões de sete parques nacionais estão sendo preparadas pelo Governo

Terça-feira passada (22), um leilão chamou a atenção do mercado. A concessão do Parque Nacional do Iguaçu registrou um ágio de 350% e foi disputado por nove empresas, divididas...

 Terça-feira passada (22), um leilão chamou a atenção do mercado. A concessão do Parque Nacional do Iguaçu registrou um ágio de 350% e foi disputado por nove empresas, divididas em dois consórcios. O limite mínimo definido em edital era de 83,4 milhões de reais. De acordo com o BNDES, a participação de diversas empresas é outro fator que indica “interesse pelo setor”. Neste leilão, não houve muitas surpresas – o vencedor foi o consórcio Novo PNI, formado pelas empresas Cataratas do Iguaçu S.A. e Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A.

No entanto, pelo menos mais sete concessões devem movimentar o mercado até o fim de 2022. Os próximos da lista são os parques da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, Jericoacoara, no Ceará, e Lençóis Maranhenses, no Maranhão. Além desses, outros quatro, entre eles o Parque Nacional da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, e o Parque Nacional da Serra do Órgãos, no Rio de Janeiro, devem passar a ser administrados pela iniciativa privada ainda este ano. Outro cinco parques, com destaque para Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, já foram leiloados.

“O modelo jurídico e critérios claros de concessão vêm atraindo interesse do mercado”, diz Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente. “O melhor exemplo disso é o ágio obtido no leilão do Parque Nacional de Foz do Iguaçu”. Segundo Leite, as modelagens anteriores definiam parâmetros como o valor do ingresso cobrado do visitante, o que não colaborava para tornar o projeto atraente, na visão da pasta. “Agora, há um limite máximo, mas o concessionário pode dar descontos. Também fica livre para criar atividades e opções de turismo”, afirma o ministro. (Exame)