o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que a partir de agosto, a hidrovia Tietê-Paraná deve ter a movimentação de cargas interrompida em função da necessidade de reservar recursos hídricos para geração de energia elétrica. A decisão deve ser formalizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) após deliberação da Câmara Interministerial, formada por seis ministérios, responsável pela gestão da crise hídrica e energética.
A hidrovia é um importante corredor de escoamento da produção agrícola dos estados de Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e parte de Rondônia (RO), Tocantins (TO) e Minas Gerais (MG). Entre os principais produtos movimentados estão soja e farelo de soja, milho, cana-de-açúcar ,madeira, carvão, trigo, arroz, celulose e adubos. A medida deve encarecer o custo de frete, dado as vantagens comparativas do transporte fluvial em comparação com outros modais.
“Chega um ponto, como a crise é muito severa, em que a gente vai ter que fazer uma opção. Ou a gente reserva a água para gerar energia ou a gente mantém a hidrovia operando. Quando a gente coloca na balança prós e contras dessas duas opções, nós vamos poupar água para gerar energia. Então, acredito que agora em agosto a gente já vai ter que realmente segurar mais água e isso vai impedir a movimentação no Tietê”, afirmou Freitas. (Canal Rural)
