A Highline do Brasil – empresa da norte-americana Digital Colony que investe em redes e torres de telecomunicações – abriu diálogo com um grupo de provedores regionais de internet para formar um consórcio e disputar o leilão de 5G. O Brasil tem milhares de provedores de pequeno porte, sem recursos para arcar com o pagamento das outorgas e os compromissos de investimentos inerentes ao leilão. A tentativa de articulação ganhou até um nome: Iniciativa 5G Brasil.
Formado há dois meses, o grupo já reúne cerca de 250 provedores locais. Cada um entrou com R$ 10 mil, que servirá para financiar estudos jurídicos, técnicos e de modelagem do futuro consórcio. Em breve, o grupo prevê chegar a 300 participantes.
A Highline não é a única a fazer parte da conversa. Outros fundos e gestores de private equity também têm sido procurados e os encontros estão em fase inicial. No caso da Highline, o interesse estaria em assumir a construção da redes neutras de fibra ótica, operação que demanda capital intensivo, e, mais tarde, “alugar” essa infraestrutura. Por sua vez, caberia aos provedores locais explorar serviços de banda larga fixa de ultra velocidade e internet móvel 5G. (Estadão)
