Os dois últimos reajustes da Petrobras nos preços do asfalto ameaçam a continuidade das obras de duplicação e até de manutenção em rodovias federais, segundo empreiteiras contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Houve alta de 9% em janeiro e de mais 25% no dia 30 de abril.
Se para as empreiteiras contratadas pelo Dnit há incerteza sobre o orçamento da autarquia e sua capacidade de pagar custos adicionais, as concessionárias de rodovias pedagiadas temem um desarranjo em suas contas. Elas não podem repassar os acréscimos com asfalto para as tarifas porque isso – ao contrário da queda súbita de demanda por causa da pandemia – é classificado com um risco da concessionária.
Na Way 306, operadora que administra 219 quilômetros da rodovia MS-306 no Mato Grosso do Sul, o reajuste no fim da semana passada atrapalhou o seu planejamento. A empresa entrou no segundo do ano de contrato e está começando a fase mais intensa de obras. Havia acabado de aprovar um contrato de fornecimento de asfalto no valor de R$ 18 milhões pelos 12 meses seguintes e, cinco dias depois, este contrato precisou ser renegociado: a conta passou para R$ 22,5 milhões. (Valor)
