Leilão da Cedae movimenta empresas de saneamento

A tendência é de que as empresas de saneamento formem consórcios com fundos de investimento para viabilizar suas ofertas, dado que os valores são considerados elevados – o edital estipula...

A tendência é de que as empresas de saneamento formem consórcios com fundos de investimento para viabilizar suas ofertas, dado que os valores são considerados elevados – o edital estipula uma outorga fixa mínima de R$ 10,6 bilhões e o projeto envolve investimentos de R$ 30 bilhões ao longo do período de concessão. Ao todo, 12 empresas agendaram visitas técnicas durante a licitação: Aegea, Biancade Engenharia Ltda., BRK, Conen Engenharia, Dimensional Engenharia, Encibra S.A. Estudos e Projetos de Engenharia, Equatorial Energia S.A., GS Inima, Hidrocon Engenharia Ltda., Iguá, Sam Ambiental e Engenharia e Águas do Brasil. Destas empresas, a BRK, Aegea, Águas do Brasil, Iguá e Sabesp despontam como maiores interessadas. É importante ressaltar que o edital prevê a formação de consórcios sem a necessidade de uma empresa de saneamento como sócia do grupo (a contratação de operador qualificado é obrigatória após a realização do certame) o que pode abrir o leque de concorrentes. Um ponto de atenção para o futuro operador está no reajuste das tarifas. Segundo o advogado Wladmir Antonio Ribeiro, o edital carece de definições técnicas sobre a forma de reajuste. “Os vencedores vão depender muito do regulador estadual, que não tem critérios bem estabelecidos sobre isso [reajuste de tarifas]” afirmou Ribeiro. (O Globo)