Leilão da BR-153 deverá atrair baixa concorrência

O leilão do trecho de 850,7 quilômetros da rodovia BR-153, entre Goiás e Tocantins, deverá ser bem-sucedido, mas a expectativa é de baixa concorrência; não pela estruturação do projeto em...

O leilão do trecho de 850,7 quilômetros da rodovia BR-153, entre Goiás e Tocantins, deverá ser bem-sucedido, mas a expectativa é de baixa concorrência; não pela estruturação do projeto em si, que é elogiada por players do setor, mas pelo alto volume de investimentos necessários (R$ 7,8 bilhões ao longo do período de concessão) e pela competição com outros projetos rodoviários, como é o caso da BR-381 e da Nova Dutra. Dado as circunstâncias, a expectativa é de que o leilão, agendado para esta quinta-feira (29), atraia companhias tradicionais do setor: CCR, Ecorodovias e Arteris chegaram a anunciar que estudavam o projeto. Outra possível interessada é a Global Logistic Properties (GLP), que tem mostrado preferência por rodovias com perfil de cargas, como é o caso da BR-153. O projeto conta com algumas inovações importantes, segundo Letícia Queiroz de Andrade, sócia da Queiroz Maluf: inclusão de mecanismos de compartilhamento de demanda (nos 5 primeiros anos), proteção cambial e ‘dispute boards’ (comitês para resolução de divergências). O leilão terá como critério de seleção um modelo híbrido – os licitantes poderão ofertar um desconto na tarifa de pedágio de até 16,25%, seguido pelo critério de maior outorga. Vale recordar que o certame tem sido alvo de questionamentos por parte da bancada legislativa do Tocantins, que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para barrar a concessão. A expectativa do Ministério da Infraestrutura é de que o leilão seja mantido. (Valor Econômico)