ATM quer revisão do edital da BR-153 e não descarta judicializar projeto

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) manifestou-se contrária aos prazos e termos estabelecidos no edital de concessão da BR-153, entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO). O leilão está...

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) manifestou-se contrária aos prazos e termos estabelecidos no edital de concessão da BR-153, entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO). O leilão está agendado para o dia 29 de abril. A insatisfação do movimento municipalista no Tocantins em relação ao projeto reside no fato de que 75% do trecho da BR 153 do Tocantins (173,93 km) a ser repassado à iniciativa privada só terá pista duplicada a partir do vigésimo ano do contrato. Em Goiás, por outro lado, quase 70% da pista será duplicada em até dez anos. O foco em trechos urbanos nos primeiros anos de contrato, em detrimento dos trechos não-urbanos, também causa insatisfação, dado que a Associação entende que as melhorias em trechos não-urbanos gerariam maior redução nos índices de acidente e fatalidade. A ATM também entende que o Edital apresenta números mais acentuados de implantação de dispositivos e equipamentos rodoviários (passarelas, pontos de parada, rotatórias, entre outros) em Goiás, quando comparado ao Tocantins. “Pelo projeto apresentado, a duplicação não chegará tão cedo ao Tocantins, ao contrário do pedágio, que será quase que imediato quando a iniciativa privada assumir e implementar os postos de cobrança. Vamos […] unir esforços pela interrupção e revisão do projeto” disse o presidente da ATM, Diogo Borges (DEM), prefeito de Talismã. (O Jornal)