Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a desestatização do porto de Santos deve contar com mais rigidez regulatória e uma “maior trava” na participação de operadores portuários na concessão, em relação a outras desestatizações estudadas pelo governo. Freitas destacou que esse arranjo será diferente para cada desestatização portuária que o governo levar em frente e será baseado em características próprias: “não é o que vai acontecer, por exemplo, com Itajaí” disse. Apesar dos ajustes regulatórios e de participação serem específicos para cada porto, Freitas lembrou que o modelo de desestatização, a grosso modo, deve seguir a cartilha da venda da companhia junto da concessão da operação portuária. (Terra)
Enquanto a desestatização do porto de Santos não ocorre, a Santos Port Authority (SPA), responsável pela administração do local, avança no projeto do novo túnel submerso entre Santos e Guarujá. A autoridade portuária abrirá um chamamento público para receber estudos técnicos no futuro próximo. A primeira opção do governo é incluir a obra dentro da própria desestatização do complexo portuário, como um investimento obrigatório do novo operador privado. A inclusão do túnel dependerá da modelagem do projeto. Outra alternativa é implementar uma PPP apartada do projeto de desestatização para viabilizar o túnel. Estimativas da SPA apontam para um custo de R$ 3 bilhões na construção do túnel, mas o valor precisa ser atualizado com base nos novos estudos. (Valor Econômico)
