Em comparação com o ano passado, o orçamento do Ministério da Infraestrutura de 2021 sofreu uma redução de 8,1%, passando de R$ 18,8 no ano passado para R$ 17,2 bilhões neste ano. Outra pasta que tem grande parte dos recursos voltada para investimentos, a de Desenvolvimento Regional, teve aumento de 23% em relação ao ano passado, passando de R$ 8,6 bilhões para R$10,6 bilhões. Ao todo, os investimentos previstos em todas as áreas do governo chegam a R$ 37,6 bilhões. Entretanto, esses gastos são os primeiros a sofrer com contingenciamentos, congelamentos e bloqueios para cumprir a meta fiscal do ano – o que, com base no orçamento aprovado, parece inevitável. (O Tempo)
Diversos economistas tem criticado o “orçamento artificial” aprovado na semana passada. Como informou a própria equipe econômica, as despesas obrigatórias foram subestimadas em R$ 17,57 bilhões – os parlamentares utilizaram dados defasados para o cálculo de benefícios previdenciários, incluindo o salário mínimo e a inflação – e o Ministério da Economia tampouco encaminhou mensagem modificativa sobre o tema. Além de não levar em consideração essa informação, o relator-geral, senador Márcio Bittar (MDB-AC), decidiu fazer um corte adicional nas despesas obrigatórias de R$ 26,46 bilhões, passando boa parte deste montante para valoração de emendas parlamentares. Para executar o Orçamento aprovado, o governo terá de fazer um contingenciamento de R$ 36,6 bilhões; já reduzindo as despesas obrigatórias para este ano em R$ 7,4 bilhões, dado que o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) adiou o início do pagamento do abono salarial relativo a 2020, do segundo semestre deste ano para o primeiro semestre de 2022. (Valor Econômico)
