Os deputados estaduais que formam a frente parlamentar sobre o pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) decidiram entrar com um pedido de concessão de medida cautelar no Tribunal de Contas da União (TCU) visando a suspensão do processo licitatório de concessão de rodovias no estado. A concessão, que envolve rodovias estaduais e federais, terá 3.327 quilômetros de extensão (um incremento de 834 quilômetros do atual traçado com as atuais concessionárias) e prevê investimentos na ordem de R$ 42 bilhões. O Ministério da Infraestrutura quer que o leilão ocorra em modelo híbrido, onde o edital já define de partida um desconto máximo no valor do pedágio e, em caso de desempate, leva o leilão quem pagar mais ao governo. Os deputados da frente parlamentar, bem como boa parte do setor produtivo da região, entendem que o modelo não é vantajoso e defendem que a licitação seja feita na modalidade de menor preço de tarifa. O governo federal se mostrou disposto a fazer concessões: o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que o valor da outorga será aplicado integralmente no Estado do Paraná. Em resposta, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disse que, quando for notificada, responderá diretamente ao TCU. Já o Governo do Paraná disse que a inclusão de rodovias estaduais no projeto é estratégica para o estado, e que o modelo de concessão ainda está em discussão e encontra-se na fase de audiências públicas. (Folha de Londrina)
