A ideia é colocar até R$ 2,2 bilhões em recursos da União para bancar os riscos não gerenciáveis do empreendimento, com base na outorga que será paga pela mineradora Vale na renovação antecipada de duas concessões ferroviárias: a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM). Parte dos recursos da Vale irão para construção de um trecho de 383 quilômetros da nova Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) mas, mesmo com a obra, sobrarão cerca de R$ 2,2 bilhões em outorga livre. Estes recursos iriam a uma conta vinculada ao projeto da Ferrogrão para que a concessionária possa utilizá-los em caso de riscos, como, por exemplo: compensações ambientas além das estimativas originais, aumento de custo com as desapropriações necessárias ou risco de demanda fora do padrão (ex: queda na safra por questões climáticas). Estes riscos foram levantados por players do setor privado durante o processo de roadshow e, com estes recursos, o governo espera mitigar as preocupações externadas e viabilizar o projeto.
