A principal questão – o preço que a Cedae cobraria das distribuidores pela água captada e tratada – será de R$ 1,70 por metro cúbico nos quatro primeiros anos, passando a R$ 1,63 depois, enquanto que a outorga mínima foi mantida em R$ 10,6 bilhões. Esta questão impactava diretamente nas necessidades de investimentos de curto-prazo da Cedae, principalmente no sistema Guandu (que abastece o Rio e Baixada Fluminense): enquanto o BNDES assinalava o valor de R$ 1,46 por metro cúbico, a área técnica da Cedae pedia um valor de R$ 2,20. O governador em exercício do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PSC) classificou a negociação com o BNDES como “boa, mais dura” e disse que ambas as partes abriram mão de pontos para que o processo de concessão pudesse seguir em frente. O acordo permitirá a publicação, no dia 18 de dezembro, do edital de concessão dos serviços de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto em 47 municípios do Rio de Janeiro. A publicação do edital ainda este ano é considerada essencial para que o cronograma atual, que prevê que o leilão ocorra no primeiro trimestre de 2021, seja mantido.
