Durante evento promovido pela Firjan, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo cometeu erros e que é preciso admiti-los: é o caso, segundo ele, do programa de concessão de crédito, que “demorou a funcionar”, e o de privatizações, “que não andou”. Agora, segundo ele, o governo está segurando os gastos públicos, enquanto as exportações agrícolas e a criação de empregos no mercado interno, graças à construção civil, sustentam a retomada econômica. Guedes também voltou a afirmar que a economia brasileira se recupera em forma de “V”, em um ritmo tão forte quanto o da queda do PIB, constatação amparada nos dados de geração de emprego desde julho. Já em outro evento, organizado pela International Chamber of Commerce Brazil (ICC), o ministro afirmou que o governo passou os primeiros anos “jogando na defesa” na tentativa de controlar as grandes despesas e que, agora, o governo vai “ataque”: “vamos para as privatizações, para a abertura, para simplificação, reforma tributária, a reindustrialização em cima de energia barata”. A pauta de votações que Guedes busca de “comum acordo” com o Poder Legislativo até o final do ano, passadas as eleições municipais, no entanto, é ambiciosa: a Lei das Falências, o Marco Regulatório do Gás Natural e Cabotagem, PEC Emergencial e a independência do Banco Central. Dado a proximidade das eleições para presidência das casas legislativas, outras pautas, como a reforma tributária, a reforma administrativa e a PEC Federativa (desindexação de gastos públicos) devem ficar para o próximo ano.
