Eletrobras tem queda de 87% no lucro no terceiro trimestre

A estatal, cuja privatização está sendo discutida no Congresso Nacional, teve lucro de R$ 95,764 milhões no período de julho a setembro deste ano, uma queda de 86,6% em relação...

A estatal, cuja privatização está sendo discutida no Congresso Nacional, teve lucro de R$ 95,764 milhões no período de julho a setembro deste ano, uma queda de 86,6% em relação ao mesmo período de 2019. Em nota, a empresa atrelou a queda do lucro ao aumento das provisões por geração de energia, por processos judiciais e contratos onerosos. As provisões operacionais somaram R$ 2 bilhões no terceiro trimestre, cerca de R$ 900 milhões a mais, ou 83% superior, do que as provisões feitas no mesmo período do ano passado. Em relatório, a administração da Eletrobras destaca uma provisão de R$ 216 milhões, referente a não geração de energia, em comparação ao total de garantia física, nas Usinas Nucleares de Angra I e Angra II, devido à extensão da parada das duas usinas, ao ressarcimento por não atendimento de inflexibilidade da Usina Candiota II e ao término dos contratos por Furnas e Eletronorte. Além disso, houve um aumento de provisões contingenciais de R$ 941 milhões, incluindo R$ 377 milhões com contingências judiciais que discutem a correção monetária de empréstimo compulsório, em decorrência da reclassificação de risco de um processo de R$ 219 milhões. A Eletrobrás também acrescentou R$ 353 milhões às provisões equivalentes ao montante do valor de ações preferenciais B que serão entregues aos contribuintes de empréstimos compulsórios. Por fim, as provisões de contratos onerosos chegaram a R$ 172 milhões, com R$ 125 milhões relativos ao contrato de compra de energia de Jirau. Já a provisão para crédito de liquidação duvidosa somou R$ 211 milhões, com risco de inadimplência da Amazonas D, de dívida financeira com a Eletrobras e de fornecimento de energia com a Amazonas GT.