O projeto é alvo de questionamentos do governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), especialmente no que se refere à saúde financeira da Cedae pós-concessão e a possibilidade da empresa tornar-se dependente de aportes do tesouro. O diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, Fábio Abrahão, afirmou que os questionamentos são “legítimos” e “naturais” pelo fato do governador ter “acabado de assumir”, mas que estes questionamentos não devem gerar mudanças no projeto. Segundo o diretor, a partir de dados fornecidos pela própria Cedae, o BNDES fez “testes de estresse” sobre a saúde financeira da estatal no novo modelo, para responder aos questionamentos do governador em exercício. Nas contas do banco, atuando apenas no tratamento, a estatal terá uma redução do custo anual de R$ 2,6 bilhões para R$ 1 bilhão e poderá reduzir sua dívida em R$ 5,3 bilhões nos próximos dez anos. Isso porque terá uma receita estável com o fornecimento de água tratada para os operadores privados, inicialmente estimada em R$ 2 bilhões ao ano. Com isso, a estatal teria capital disponível para investir R$ 3 bilhões em tratamento de água nos primeiros anos do projeto de concessão, e, com os recursos provenientes da outorga de concessão (valor mínimo de R$ 10,6 bilhões), não haveria necessidade de aportes futuros na estatal. Por fim, segundo Abrahão, os trâmites recentes levaram a atrasos no cronograma de concessão: a estimativa é de que o edital seja lançado até o final deste ano, para que o leilão ocorra no fim do primeiro trimestre de 2021.
