O Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu parcialmente a representação da bancada do Tocantins mas manteve o leilão de concessão da BR-153, entre Anápolis (GO) e Aliança (TO). O projeto envolve um trecho de 850 quilômetros e prevê investimentos de R$ 7,8 bilhões ao longo do período de concessão de 35 anos. A bancada do tocantinense havia acionado o TCU por conta dos prazos para duplicação de trechos no estado em comparação com Goiás. O TCU recomendou o uso de até 75% da outorga da BR-153 para antecipar em 18 anos a duplicação de trechos no Tocantins – com a recomendação, será possível antecipar até o 5º ano do contrato ações que previstas somente no 23º ano de concessão. Em conversas com o governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, se comprometeu a seguir a recomendação do TCU. Tarcísio prometeu reverter os recursos eventualmente obtidos no leilão para um reequilíbrio econômico do contrato. Sem mexer nas tarifas dos usuários, o governo poderia fazer um aporte na futura concessionária. Assim, anteciparia as obras de duplicação dos trechos no Tocantins sem nenhum impacto no valor do pedágio. (Jornal do Tocantins)
Segundo o Valor Econômico, os grupos CCR e Ecorodovias fizeram propostas para o leilão BR-153. O leilão terá um critério híbrido de julgamento: de maior desconto tarifário (deságio máximo de até 16,25%) seguido pela maior outorga como critério de desempate. Além do modelo híbrido da disputa, a concessão vai utilizar uma série de mecanismos considerados inovadores, dentre eles: proteção cambial, ferramenta de mitigação de riscos de demanda e novas cláusulas para resolução de controversas. (Valor Econômico)
