A renúncia de Wilson Ferreira Junior, que estava na presidência da Eletrobrás desde meados de 2016, colocou em xeque os planos de privatização da estatal. Ferreira era um dos principais defensores e articuladores do processo e, segundo fontes, a sua saída do cargo pode indicar que os planos da equipe econômica para privatizar a empresa estão cada vez mais distantes de serem concretizados. Em teleconferência com analistas, Ferreira chegou a afirmar que a privatização da estatal exige “grande capital político” e indicou não ver entusiasmo no governo nem no Congresso sobre o tema. A gestão de Ferreira foi marcada pela reorganização financeira e estrutural da empresa, incluindo: a privatização de seis distribuidoras da Eletrobrás nas regiões Norte e Nordeste, a adoção de planos de demissão voluntária e a conclusão das investigações da corrupção. Ferreira Junior fica no comando da Eletrobras até o dia 5 de março. Não há por ora um sucessor anunciado. As ações ordinárias e preferenciais da Eletrobras (ELET3; ELET6) chegaram a cair mais de 9% na manhã desta terça-feira. (R7)
