Com perspectiva de dobrar a produção de grãos nos próximos anos, o agronegócio de Mato Grosso é hoje disputado por três projetos bilionários ferroviários que, na visão do governo, podem revolucionar a logística de transportes da produção agrícola do país. Ao todo, os projetos demandariam ao menos R$ 40 bilhões em investimentos, para adicionar quase 2.000 quilômetros à malha ferroviária do país.
O projeto mais adiantado é o da Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), que será construída pela Vale, com conexão ao porto de Ilhéus (BA). O projeto faz parte da contrapartida pela renovação antecipada dos contratos de concessão da mineradora em outros ativos. Após a conclusão das obras, o a ferrovia será concedida. Em princípio, ela ligará Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul, abrindo uma nova alternativa logística para escoamento da produção do Centro-Oeste pelo Maranhão. Caso o governo consiga concluir também a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), a Fico pode ganhar conexão com o porto de Ilhéus (BA).
O governo aposta suas fichas no mais complexo, a Ferrogrão, que liga Sinop (MT) aos portos de Miritituba e Santarém, no Pará, e que enfrenta resistências no Ministério Público e críticas de ambientalistas.
Em outra frente, a Rumo Logística tenta convencer o governo que tem direito a construir um ramal expandindo sua malha de Rondonópolis (MT), onde já atua, até Lucas do Rio Verde (MT) para transportar a produção do estado até o porto de Santos (SP). (Folha de S. Paulo)
