Em meio aos estudos iniciais para desestatizar a gestão do Porto de Santos, o complexo vive atualmente um intenso ciclo de investimentos. Para o presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral, uma das explicações para o atual ciclo de investimentos é o planejamento de longo prazo do porto, lançado em 2019 e consolidado neste ano com o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) – que não passava por uma revisão há 14 anos Ao todo, estão em curso obras que somam aproximadamente R$ 2,6 bilhões em terminais públicos e privados, segundo levantamento da SPA. Listamos abaixo as obras que compõem este montante:
Além dos investimentos atuais, o acesso ferroviário passará por mudanças no médio-prazo. Atualmente, as ferrovias do porto são de responsabilidade da Portofer, uma concessionária da Rumo, mas que não gera receita ao grupo. A ideia da SPA é criar uma nova empresa em formato cooperativo, no qual outras companhias possam participar da gestão – no caso, a MRS e a VLI, que também têm ferrovias que desembocam no Porto de Santos. A concessão da Portofer vence apenas em junho de 2025, mas a SPA pretende alterar o modelo antes disso. Nos próximos meses, já será lançada a consulta pública com a proposta. “As próximas grandes obras de acessos rodoferroviários, da ordem de R$ 2 bilhões, provavelmente já estarão sob o novo contrato. Será um formato cooperativo, permitindo a entrada de novos players” afirma Biral.

