Com um plano arrojado de concessões, o Ministério da Infraestrutura pretende transformar, em poucos anos, a malha rodoviária do Paraná para que tenha potencial logístico igual ao do Estado de São Paulo. As concessões atuais vencem em novembro, quando se encerram o prazo dos contratos assinados há 24 anos. De lá para cá, os 2.505 km do chamado de “anel de integração” transferidos à iniciativa privada – 74,7% de rodovias federais e 25,3% de rodovias estaduais – não acompanharam todas as transformações exigidas. Na atual concessão, serão integrados outros 822 km, chegando a 3.327 km.
O novo projeto de concessões, que prevê R$ 42 bilhões em investimentos, é o maior do país. No entanto, ainda enfrenta resistência de setores econômicos e políticos do estado. Há oposição, principalmente, em relação ao modelo proposto. A desconfiança parte de um “trauma” paranaense. O estado foi um dos primeiros do Brasil a conceder rodovias à iniciativa privada. A falta de experiência levou a um modelo de tarifa calculado a partir de valores pré-fixados pelo governo estadual, e não de menor preço do pedágio. Isso, somado a diversas alterações e aditivos contratuais, a alta carga tributária estadual e casos de corrupção, levou os paranaenses a pagarem um preço alto pelo quilômetro rodado.
Hoje, seis das dez tarifas de pedágio mais caras do Brasil estão no estado – a mais alta, em Jataizinho, no norte do estado (400 km de Curitiba) custa R$ 26,40 para carros. (Diário de Cuiabá)
