De acordo com estudo desenvolvido pela KPMG, as concessões de saneamento já previstas pelo BNDES podem injetar até R$ 165 bilhões na economia, incluindo os R$ 58 bilhões em investimentos mínimos estabelecidos no edital e seus efeitos na cadeia produtiva e no emprego. O estudo considera que, a cada R$ 100 investidos no setor, R$ 76 ficam na indústria, R$ 14 ficam nos prestadores de serviços e R$ 4 vão para máquinas e equipamentos. Para 2021, além do Amapá (com consulta pública aberta), o BNDES prevê licitações para o setor de saneamento no Rio de Janeiro, Acre, Rio Grande do Sul (dois projetos diferentes) e no Ceará, com negociações avançando com os estados de Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rondônia e com o governo de Alagoas, para oferta de outros blocos no interior. Por fim, o estudo também calcula que os R$ 750 bilhões necessários para universalizar a oferta de água e esgoto no país injetariam na economia cerca de R$ 1,4 trilhão, considerando os efeitos diretos e indiretos dos investimentos.
