As polêmicas envolvendo a construção da Ferrogrão devem estar próximas de acabar e o leilão de concessão pode sair no segundo semestre deste ano. Esta é a expectativa do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante um evento na semana passada. “Estamos retomando os investimentos no setor ferroviário, depois de tantos anos”, disse.
O corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte, ligaria Sinop, no Mato Grosso, até os portos de Miritituba, no Pará. O projeto conta com 933 quilômetros de extensão e é considerado estratégico para o escoamento da safra do Centro do país, desafogando rodovias e diminuindo os custos de frete. Só para implantar a ferrovia serão necessários R$ 8,4 bilhões de investimentos privados.
“Isso é fundamental para reequilibrar a matriz de transportes. Hoje a gente já conta com quase R$ 30 bilhões contratados em investimentos privados para ferrovias”, destacou Tarcísio de Freitas.
Os trâmites para a concessão da Ferrogrão foram suspensos em março por uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião o ministro Alexandre de Moraes atendeu a uma liminar do PSOL e suspendeu o licenciamento ambiental por entender que o traçado previsto cortaria área de uma floresta protegida, o Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, e que também passaria por cima de terras indígenas. (Folha do Progresso)
