o governo redesenhou o mapa da 7ª rodada de concessões de aeroportos, que tem Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) como principais atrativos, a fim de viabilizar economicamente o repasse de terminais na região Norte para a iniciativa privada. Dezesseis unidades serão concedidas.
Os estudos técnicos, que foram entregues ao Ministério da Infraestrutura e serão colocados em audiência pública pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda neste mês, apontaram falta de viabilidade no bloco Norte. O projeto demonstrou um VPL negativo de R$316 milhões no caixa da futura concessionária.O bloco tinha cinco aeroportos no Pará – Belém, Santarém, Marabá, Altamira e Parauapebas – e Macapá (AP) no desenho original. Para ganhar viabilidade, ficará com apenas dois terminais: Belém e Macapá. Assim, o fluxo de caixa estimado passa a ser positivo em cerca de R$ 100 milhões.
Os quatro outros aeroportos no interior do Pará foram deslocados para o bloco São Paulo-Mato Grosso do Sul, que já contava com cinco ativos: Congonhas, Campo de Marte, Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã. Esse lote fica com valor presente líquido positivo em R$ 3,3 bilhões – reflexo da atratividade de Congonhas, tido como a grande “joia da coroa” nas mãos da Infraero.
A previsão do ministério, rodando o calendário e com todos os processos necessários, é ter o leilão em maio de 2022. Mas o objetivo é antecipar o cronograma, o máximo possível, para evitar a campanha presidencial. “Isso é sempre motivo de tensão no mercado”, justifica o secretário. Se houver atrasos pode haver dúvidas, por exemplo, sobre a assinatura do contrato ainda neste governo. Uma decisão tomada é encurtar o prazo – hoje de 100 dias – entre a publicação do edital e a realização do certame. “Os processos já são bem conhecidos das empresas participantes.” (Valor)
