A juíza Liliane Keyko Hioki, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, concedeu liminar para suspender a publicação de edital de concessão do Conjunto Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, o complexo do Ibirapuera. Ela acatou pedido popular assinado por atletas contrários à concessão das instalações à iniciativa privada. A juíza justificou em sua decisão que “é certo que, como todo aparelhamento esportivo público do país, o Complexo foi esquecido pelo Poder Público e não se mostra tão grandioso como outrora, há deterioração das áreas e dos aparelhos, porém, isso não pode ser motivo para se destruir um marco da cidade”. Discordamos com a afirmação da juíza. Em um cenário de grave restrição fiscal e deterioração na qualidade de serviços públicos básicos, como educação e saúde, o projeto trás maior racionalidade ao uso de recursos públicos. É evidente que a exploração comercial serve para sustentar financeiramente a modernização do Complexo, mas há uma série de parâmetros estabelecidos no edital sobre a disponibilidade de equipamentos esportivos e outros serviços à população de maneira gratuita.
