Investimentos em infraestrutura 

Os investimentos em infraestrutura estão batendo recorde atras de recorde. Em 2025 alcançaram cerca de R$ 280 bilhões, nas áreas de energia elétrica, transporte/logística, saneamento básico e telecomunicações. E o...

Os investimentos em infraestrutura estão batendo recorde atras de recorde. Em 2025 alcançaram cerca de R$ 280 bilhões, nas áreas de energia elétrica, transporte/logística, saneamento básico e telecomunicações. E o maior protagonismo vem do setor privado, responsável por mais de 80% dos investimentos, na esteira das concessões e PPPs Brasil afora. Não são apenas estatísticas. Por trás dos números, muita coisa está acontecendo. 

Em primeiro lugar, as concessões de infraestrutura não estão aí por acaso. Elas se tornaram o caminho para preencher o elevado hiato de investimentos, dadas as restrições fiscais do Estado brasileiro. 

Se não fossem os investimentos privados em infraestrutura, já teríamos tido colapsos em muitos setores. Em que pesem as ainda elevadas lacunas de investimentos, principalmente em transporte/logística e problemas na execução de alguns serviços, as famílias e o setor produtivo estão hoje mais bem servidos de serviços públicos. 

As rodovias e os aeroportos sob gestão privada estão com níveis de serviço bastante elevados, contribuindo para melhorar a mobilidade de pessoas e cargas e reduzindo o custo Brasil.  

Em saneamento básico nem se fala. Em decorrência das concessões ao setor privado, o país caminha rumo à universalização, algo impensável quando os investimentos eram apenas públicos.  

Muitos empregos estão sendo criados com os investimentos. Segundo estudo do FMI, na média, cerca de 30 novos empregos podem ser gerados a cada US$ 1,0 milhão gasto em infraestrutura. Como nos últimos 4 anos foi investido cerca de R$ 1,0 trilhão (US$ 200,0 bilhões), estamos falando de 6 milhões de empregos. 

Muita coisa ainda precisa ser feita, principalmente em mobilidade urbana e transporte ferroviário, setores intensivos em capital que demandam a união de recursos públicos e privados. Esse deve ser o foco de agora em diante. 

 

Roberto Figueiredo Guimarães 

Diretor da ABDIB e ex-Secretário do Tesouro Nacional