A International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos do Banco Mundial, planeja destinar ao Brasil US$ 6,4 bilhões nos anos fiscais de 2021 a 2023, com foco em projetos de água e esgoto, na esteira das mudanças legislativas e regulatórias introduzidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento. “É a prioridade das prioridades” afirma Carlos Leiria Pinto, que assumiu o comando do escritório brasileiro em maio de 2020. No total, a IFC viabilizou investimentos de US$ 2,2 bilhões no ano fiscal de 2020, que se encerrou em 30 de junho, e outros US$ 842 milhões na primeira metade do exercício fiscal de 2021. O número deste ano deve ficar parecido com o do anterior. O setor de saneamento também agrada pelo foco em sustentabilidade, que contará com outras medidas. Neste ano, a IFC vai trazer para o Brasil uma certificação de construções sustentáveis e os bancos que trabalharem com ela poderão financiar, com juros mais baixos, incorporadoras que seguirem as práticas. Em paralelo aos financiamentos, a IFC também vem atuando no assessoramento de concessões: é o caso das linhas 8 & 9 da CPTM, bem como das PPPs de Iluminação Pública promovidas pela Caixa Econômica Federal. Embora veja oportunidades no mercado brasileiro, Leiria alerta que o país precisa transmitir confiança aos investidores para que tire proveito da ampla liquidez dos mercados, “os agentes estão conscientes, dando suas sinalizações […] é importante manter a disciplina fiscal”.
