O grupo CCR, que administra rodovias, aeroportos e metrôs, já prevê um novo ciclo de perdas, diante do descontrole da pandemia no país e a necessidade de uma novas medidas de isolamento social. “Se não fosse pela nova onda da pandemia, já teríamos um crescimento efetivo no primeiro trimestre deste ano. Hoje, já não é mais possível prever. Não temos uma projeção de quão severo será o impacto, mas a tendência é que não seja tão forte quanto foi no início da pandemia”, afirma Marcus Vinicius Macedo, gestor da área de relações com investidores do grupo. Apesar das dificuldades, a CCR mantém a sua disposição de participar de novos leilões de infraestrutura, diz Macedo. Entre os alvos estão as linhas 8 & 9 da CPTM, a 6ª rodada de concessões aeroportuárias e concessões rodoviárias, como a BR-153, a BR-163 e, principalmente, a Dutra. Macedo afirma que a companhia tem fôlego financeiro para participar das concorrências. A CCR chegou ao fim de 2020 com uma alavancagem financeira de 2,9 vezes da dívida líquida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado. No ano anterior, a taxa era de 2,4 vezes. (Valor Econômico)
