O veto integral ao projeto foi publicado no Diário Oficial da União e teve como justificativa a falta de “estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro”. Segundo o Ministério de Economia, o projeto poderia gerar gasto além do período do decreto de calamidade pública em razão da pandemia, previsto para vigorar até o dia 31 de dezembro. Segundo a pasta, isso acarretaria “redução de receita após 2020, sendo necessária a apresentação de medida compensatória“. O ministério ainda argumentou que o uso do dinheiro “encontra óbices” às recomendações do Tribunal de Contas da União sobre o orçamento de guerra, aprovado pelo Congresso para que o governo aplique verba em ações destinadas e mitigar os efeitos da pandemia. Pelo texto aprovado no Congresso, a proposta instituía um regime emergencial frente ao desequilíbrio econômico-financeiro causado pela pandemia no setor de transporte coletivo urbano e metropolitano, voltado para municípios com mais de 200 mil habitantes. Os recursos seriam repassados aos entes federativos e liberado às empresas de forma gradativa, após o cumprimento de uma série condições. Os recursos teriam como origem o extinto Fundo das Reservas Monetárias que, segundo estimativas, tinha cerca de R$ 8,6 bilhões. Agora, cabe ao Poder Legislativo a manutenção ou derrubada do veto presidencial ao projeto.
