O banco de fomento se dispõe a financiar pouco menos de R$ 17 bilhões do montante que os vencedores do leilão da concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) terão de desembolsar até 2033 para cumprir as metas de universalização dos serviços de saneamento básico nos 35 municípios que fazem parte do projeto. O banco de fomento poderá custear até 30% do valor da outorga mínima, fixada no edital da licitação em R$ 10,6 bilhões, e até 55% dos cerca dos R$ 24,6 bilhões em investimentos previstos para ocorrer nos primeiros 12 anos da concessão. Este apoio poderá ocorrer através da linha de crédito BNDES Finem ou da participação em emissões de debentures nas quais o banco de fomento atuaria como garantidor da operação, estruturador ou até como investidor-âncora, segundo a diretora de Finanças do BNDES, Bianca Nasser. A atuação do BNDES tem como objetivo atrair outros investidores para o projeto e dar uma sinalização positiva para o mercado: “a nossa presença ajuda e dá conforto para algumas outras entidades também participarem” conclui Petrônio Cançado, diretor de Crédito e Garantia do BNDES. (Valor Econômico).
