Com o bem-sucedido leilão da CEDAE, que representou a maior concessão de saneamento da história ao arrecadar R$ 22,7 bilhões, o BNDES tem a expectativa de concluir mais cinco leilões no setor até o primeiro semestre de 2022, com Amapá (R$ 3 bilhões), Porto Alegre (R$ 2,1 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$3 bilhões), que devem ocorrer ainda este ano, e Alagoas e Ceará no ano seguinte. Cada licitação seguirá um modelo diferente, sendo por concessão plena, incluindo produção e distribuição de água e esgoto, ou por meio de PPPs de esgoto ou apenas da distribuição, como foi o caso da Cedae. Com apenas 7,5% do municípios tendo atendimento de saneamento da iniciativa privado, os leilões são vistos como boas alternativas para preencher o gap de infraestrutura no setor, que hoje tem 100 milhões de brasileiros sem acesso à coleta de esgoto e 35 milhões sem acesso a água potável. Segundo Guilherme Albuquerque, chefe do Departamento de Desestatização e Estruturação de Projetos do BNDES, “não vai faltar investimento no setor”. (CNN)
