Após nova lei, saneamento básico atrai investidores e projetos

o Brasil entrou no mapa de investidores globais após a aprovação do novo marco legal do saneamento, há pouco mais de um ano. O setor desponta como uma nova fronteira...

o Brasil entrou no mapa de investidores globais após a aprovação do novo marco legal do saneamento, há pouco mais de um ano. O setor desponta como uma nova fronteira de investimentos, com necessidade de aportes bilionários para corrigir um problema estrutural histórico, que deixa o país para trás em indicadores sociais e puxa para baixo a produtividade da economia.

Pouco mais de um ano após a aprovação do novo marco regulatório do saneamento, o Brasil conta com 131 blocos regionais organizados em 23 estados. Do total, 77 destes blocos estão em 14 unidades da federação que já contam com leis de regionalização de água e esgoto aprovadas. Os blocos regionais servirão como base para universalização destes serviços no país até 2033, conforme as disposições contidas no marco regulatório.

Na prática, os blocos são os gatilhos para atrair operadoras — privadas ou públicas, via licitação, em modelos de concessão ou parceria público-privada (PPP) — trazendo recursos ao setor. A carteira de investimentos e outorgas do BNDES em saneamento já chega a R$ 90 bilhões, considerando os 12 leilões que contam com a participação do banco de fomento. O próximo leilão será no Amapá, marcado para esta quinta-feira (02).

No total serão necessários mais de R$ 750 bilhões para garantir a meta de ter 99% de cobertura de água e 90% de esgotamento sanitário no país até 2033, incluindo a manutenção da rede que já existe hoje. Um salto significativo em relação ao montante aportado no setor nos últimos anos, que alcançou R$ 15,6 bilhões em 2019. (O Globo)