ANAC aprova reequilíbrio econômico-financeiro em concessões de quatro aeroportos

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) reconheceu o impacto econômico-financeiro decorrente da pandemia do novo coronavírus de cerca de R$ 1,27 bilhão nos contratos de concessão de quatro aeroportos...

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) reconheceu o impacto econômico-financeiro decorrente da pandemia do novo coronavírus de cerca de R$ 1,27 bilhão nos contratos de concessão de quatro aeroportos do país. Os valores reconhecidos pela agência, e que serão descontados das outorgas, são de R$ 854,9 milhões para Guarulhos, R$ 184,8 milhões para o aeroporto internacional de Brasília, R$ 114,9 milhões para o terminal internacional de Salvador e R$ 111,1 milhões para o aeroporto de Confins.

Segundo a ANAC, no caso de Guarulhos, administrado pela Invepar, a movimentação de passageiros prevista entre março e outubro deste ano num cenário sem ocorrência da pandemia seria de 25,9 milhões de passageiros, enquanto o fluxo observado foi de 8 milhões. Em Brasília, administrado por empresa da Corporación América, eram esperados 10,3 milhões de passageiros, mas o fluxo observado foi de pouco mais de 3 milhões. Já em Salvador, operado pela Vinci SA, o fluxo de passageiros foi de 1,3 milhão no período, contra uma previsão de 4,6 milhões. Por fim, em Confins, administrado pelo consórcio entre CCR e Zurich Airport, quase 7 milhões de passageiros eram esperados entre março a outubro deste ano ante um registro de cerca de 1,7 milhão. Os reequilíbrios ainda precisam de aval da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), do Ministério da Infraestrutura.