A oferta permanente consiste num mecanismo pelo qual a ANP coloca à disposição do mercado, permanentemente, um pacote de ativos para compra sob demanda – incluindo campos de baixa produção (devolvidos à União) e blocos exploratórios ofertados sem sucesso em rodadas anteriores. Atualmente, o portfólio contém 708 blocos, dos quais 327 vão, de fato, a leilão nesta sexta-feira. Pelas regras, as empresas podem manifestar interesse, a qualquer momento, pelas áreas disponíveis e, confirmado o interesse, a ANP convoca uma sessão pública de ofertas, para que outras empresas também possam competir. Com base no bônus de assinatura mínimo, se todos os 329 que vão a leilão nesta sexta-feira forem arrematados, a União poderá arrecadar R$ 297,5 milhões. Isto posto, é pouco provável que todas as áreas sejam arrematadas, e o mérito da oferta permanente não está na arrecadação, mas sim no potencial de atrair novos investimentos. Ao todo, 63 empresas estão inscritas no certame. Entre as grandes petroleiras, há dúvidas sobre o apetite em adentrar neste leilão. Em evento on-line esta semana, a diretora de operações da Repsol Sinopec no Brasil, Lorena Dominguez, afirmou que, diante da transição energética para uma economia de baixo carbono e dos compromissos vultosos assumidos nos leilões dos últimos anos no Brasil, a expectativa é que haja “um pouco de desaceleração” das empresas nas rodadas futuras no país.
