ABDIB fala no Lançamento do Plano Estratégico do BID

O presidente executivo da ABDIB Venilton Tadini participou na quinta-feira, dia 3 de abril, no auditório da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, do evento de lançamento do Plano Estratégico...

O presidente executivo da ABDIB Venilton Tadini participou na quinta-feira, dia 3 de abril, no auditório da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, do evento de lançamento do Plano Estratégico 2024-2027 do Banco Interamericano de Desenvolvimento — BID. O objetivo do encontro foi apresentar a estratégia do BID para o período, com foco em sustentabilidade, produtividade e inclusão social. Tadini participou do painel que discutiu o crescimento por meio de instituições fortes e de maior produtividade.


Além do presidente da ABDIB, a mesa foi composta pelo economista Gesner Oliveira, pesquisador do Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros da FGV; Daniel Ricas, especialista do BID, Joisa Dutra, diretora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura (FGV CERI) e Silvana Bianco, diretora de Infraestrutura e Energia na IDB Invest. A moderação coube a Goret Pereira Paulo, diretoria de Pesquisa e Inovação da FGV.


Tadini falou sobre o Diagnóstico e a Perspectiva da infraestrutura e destacou o momento peculiar vivido pelo Brasil. “O país vive um ciclo de desenvolvimento que tem a infraestrutura como mola propulsora”, disse. “E nossa preocupação está mais voltada para os gargalos que existem nesse processo do que na taxa de juros”. Ele destacou que, desde a criação do Programa de Parcerias e Investimentos — PPI, em 2017, o país tem assistido ao amadurecimento da articulação entre os o Tribunal de Contas da União, os demais órgãos de fiscalização e controle, as agências de fomento, o mercado de capitais e os estruturadores de projetos.


Ele chamou atenção que, mesmo com a elevação fora de propósito das taxas de juros, os investimentos em infraestrutura avançaram em 2024. Eles alcançaram o valor de R$ 259,3 bilhões e bateram o recorde da série histórica iniciada em 2010. Para 2025 está previsto um novo recorde, com investimentos de R$ 288,2 bilhões. Com um detalhe importante: a maior parte desses investimentos é de responsabilidade do setor privado — ou seja, um cenário completamente distinto do que vigorava no passado, quando o grosso dos investimentos em infraestrutura eram bancados por recursos públicos.


Tadini analisou os diferentes setores e chamou atenção para a necessidade de ampliação dos investimentos em energia-elétrica renovável — essencial para dar suporte aos projetos que poderão transformar o país em uma potência energética. Ele apontou que as perspectivas para a infraestrutura são positivas, num cenário de melhor planejamento, melhor estruturação e com mitigação de riscos mais sólida.


Ele chamou atenção, no entanto, para a necessidade de se investir na recuperação das Agências reguladoras. “Não será possível avançar mais se não tivermos agências bem estruturadas e o IBAMA com capacidade para expedir com mais celeridade as licenças ambientais indispensáveis para a execução dos projetos”, afirmou. Conforme a edição de 2024 do Livro Azul da Infraestrutura da ABDIB existem neste momento 495 projetos de infraestrutura à espera de licitação. Juntos, eles devem gerar investimentos da ordem de R$ 750 bilhões.