O contrato de concessão das áreas de uso público dos parques da Cantareira e Alberto Lofgren – Horto Florestal, ambos na capital – foi assinado ontem (19) pelo Governador João Doria (PSDB). A concessionária Urbia Águas Claras será responsável pela zeladoria, manutenção e operação dos serviços pelos próximos 30 anos, com investimentos mínimos de R$ 45,5 milhões, dos quais R$ 31 milhões deverão ser aplicados até 2028.
Os parques ficam na zona norte de São Paulo e abrangem também o município de Mairiporã. Os destaques são a visitação ao mirante da Pedra Grande, a mais de mil metros de altitude na Serra da Cantareira, e o Museu da Madeira, no Horto Florestal. Ambos fazem parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, trecho integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
A Urbia Águas Claras ficará responsável pelos serviços de limpeza, manejo e vigilância patrimonial, modernização das estruturas existentes e aumento da oferta de serviços, além de conservação e manutenção dos espaços. A área de concessão corresponde a 3,6% do espaço total dos parques e é restrita a locais de uso público.
Desde 2019, o Governo de São Paulo concedeu seis parques à iniciativa privada: Capivari e Horto Florestal (ambos em Campos do Jordão); Caminhos do Mar (Baixada Santista); e Zoológico, Zoo Safari e Jardim Botânico (todos na capital). Em três anos, o Estado registrou desoneração de R$ 10,7 bilhões com um pacote de concessões que incluem rodovias, aeroportos e parques.
O edital de concessão dos parques Água Branca, Villa Lobos e Cândido Portinari, todos na capital, também está aberto. São Paulo possui cerca de 4,6 milhões de hectares de áreas protegidas, e o Estado gasta mais de R$ 150 milhões por ano em manutenção, conservação, infraestrutura, limpeza e vigilância. (Governo do Estado de Paulo)
