A desestatização da Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo) – que administra os portos de Vitória e de Barra do Riacho (ES) – tem potencial para ser o pontapé da modernização da gestão portuária brasileira nos próximos anos. O processo resultará na contratação de R$ 783 milhões em investimentos ao longo dos 35 anos da concessão na Codesa.
Prevista no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) do governo federal, a concessão do 1º porto organizado (público) para a iniciativa privada, no início de 2022, servirá de modelo
para outros leilões no país. Os investimentos esperados com as transferências de 4 portos para o setor privado, até o fim do ano que vem, somam R$ 20,2 bilhões.
O modelo da Codesa será um exemplo para que o governo estude as concessões dos demais portos públicos, que serão adequadas às especificidades de cada porto. A previsão é que, até o fim de 2022, sejam realizadas também os leilões do Porto de Santos (SP), do Porto de Itajaí (SC) e do Porto de São Sebastião (SP).
A consulta pública para o leilão do Porto de Santos – o mais esperado devido ao volume de investimento de cerca de R$ 16 bilhões – está prevista para ocorrer em outubro de 2021. A modelagem ainda está em fase de finalização, mas o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministérios da Infraestrutura, Diogo Piloni, adianta que haverá regras diferentes das aplicadas para a Codesa.
Para a concessão do Porto de Itajaí, são previstos investimentos de R$ 2,8 bilhões e para a do Porto de São Sebastião, R$ 574 milhões. (Poder 360)
