Notícias do Dia – 31/03/2026

Espanhola Aena paga R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210%, e leva concessão do Galeão O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio, vai mudar de mãos após a...

Espanhola Aena paga R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210%, e leva concessão do Galeão

O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio, vai mudar de mãos após a espanhola Aena arrematar a concessão do terminal em leilão na B3, na segunda-feira (30), por R$ 2,9 bilhões, ágio de 210,8% em relação ao lance mínimo, que era de R$ 932,8 milhões. O grupo, considerado um dos maiores administradores aeroportuários do mundo e que já administra Congonhas, em São Paulo, participou de uma disputa acirrada com a suíça Zurich e a atual concessionária RIOGaleão, formada pela singapuriana Changi e a Vinci Compass, para definir quem vai gerir o terminal até 2039.

Valor Econômico

 

Resultado reflete revisão de contrato

O resultado do leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio, surpreendeu especialistas pelo resultado final. A Aena ganhou com uma oferta de R$ 2,9 bilhões, ágio de 210,8% sobre o lance mínimo de R$ 932 milhões. Na avaliação dos especialistas, o desfecho positivo é consequência de mudanças no contrato de concessão, as quais reduziram riscos regulatórios. Também contribuiu a previsão de saída da Infraero do negócio, definido no edital. A estatal detinha 49% do consórcio RioGaleão, concessionário do terminal desde 2013.

Valor Econômico

 

Carrefour e Casa dos Ventos fecham acordo de longo prazo de R$ 1 bilhão

A geradora renovável Casa dos Ventos fechou um acordo de R$ 1 bilhão com o grupo Carrefour Brasil. As duas empresas firmaram um contrato de longo prazo para fornecimento de energia que atenderá a varejista por 10 anos e suprirá 25% do consumo da companhia de origem francesa, que reúne as 789 lojas sob as bandeiras Atacadão, Carrefour e Sam’s Club. A eletricidade será proveniente do Complexo Fotovoltaico Paraíso, localizado em Mato Grosso do Sul, que está em construção.

Valor Econômico

 

Com Galeão e Congonhas, Aena passa a gerir 20% da malha aérea nacional

Em um movimento que redesenha o mapa da infraestrutura aeroportuária brasileira, a gigante espanhola Aena levou o leilão de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, com uma oferta agressiva de R$ 2,9 bilhões. A vitória não é apenas um incremento de portfólio, mas o fechamento de um arco estratégico: ao assumir o Galeão, terceiro terminal mais movimentado do país, a Aena passa a deter as chaves de duas das principais joias da aviação nacional, uma vez que já opera o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O Globo

 

Entenda o que são os leilões de otimização de contratos de concessão, como o do aeroporto do Galeão

Desde 2023, o governo federal iniciou a repactuação (ou otimização) de contratos de concessão de rodovias, aeroportos, que se tornaram inviáveis financeiramente, com aval do Tribunal de Contas da União (TCU). Essa negociação evita a caducidade (cancelamento forçado da concessão), destrava investimentos, garantindo a continuidade e melhoria dos serviços oferecidos e a retomada de obras paralisadas. O desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos é gerado por diferentes fatores, como estimativas de tráfego superestimadas, custos de obra elevados, atrasos na obtenção de licenças ambientais e desapropriações, pagamento de outorga fixa elevado, ou problemas macroeconômicos, como uma recessão.

O Globo

 

BNDES empresta R$ 1 bilhão para construção de usina de etanol de milho em Mato Grosso

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a construção de uma usina de etanol de milho no município de Tapurah, em Mato Grosso. O financiamento, conforme informações obtidas pela Folha, foi fechado com a empresa RRP Energia e representa mais de 60% do investimento total previsto na planta. A unidade terá capacidade para produzir até 459 milhões de litros de etanol hidratado por ano, ou 452 milhões de litros de etanol anidro, o que fará do Mato Grosso um dos principais polos nacionais de biocombustíveis à base de milho.

Folha de S.Paulo

 

Justiça homologa acordo que permite à Âmbar assumir controle de distribuidora do Amazonas

A Justiça Federal homologou nesta segunda-feira (30) um acordo firmado entre a agência reguladora Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a distribuidora Amazonas Energia para que o controle acionário da concessionária possa ser assumido pela Âmbar Energia, empresa da holding J&F. A homologação ocorre após mais de um ano de impasses em torno do caso, que foi judicializado em 2024 pela distribuidora amazonense, que vivia uma situação de insustentabilidade financeira sob o comando do grupo Oliveira Energia e corria o risco de perder a concessão.

Folha de S.Paulo

 

Fundo do IG4 vence leilão de PPP para infraestrutura de escolas em Minas Gerais

Um fundo de investimentos estruturado pelo IG4 Capital com o BTG Pactual venceu o leilão do projeto Educa Minas, uma PPP (parceria público-privada) voltada à infraestrutura de escolas em Minas Gerais. A proposta vencedora para o lote global da disputa ofereceu R$ 22,3 milhões de contraprestação mensal máxima –o equivalente a um deságio de 14,1% em relação ao valor de referência do edital. Pelas regras do projeto, serão realizados serviços não pedagógicos como a construção, modernização, manutenção e operação de 95 escolas da rede pública estadual, distribuídas em 34 municípios de Minas Gerais.

Folha de S.Paulo

 

Governo bloqueia R$ 81,2 milhões do orçamento da ANTT 

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) teve R$ 81,2 milhões de seu orçamento bloqueado, como parte da contenção total de R$ 1,6 bilhão nas contas da União para cumprimento das metas fiscais. O decreto de programação orçamentária foi publicado em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) na noite desta segunda-feira (30).  Segundo informações divulgadas pelo MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento), entre as agências, as únicas afetadas pelo bloqueio foram a ANTT, com dotação de R$ 360,7 milhões, e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que sofreu contenção de R$ 3,4 milhões.

Ag. Infra