Notícias do Dia – 29/04/2026

Saneamento vive fim da fase de euforia Passados seis anos da nova lei do saneamento, a fase de euforia do setor privado se assentou e deu lugar a um mercado...

Saneamento vive fim da fase de euforia

Passados seis anos da nova lei do saneamento, a fase de euforia do setor privado se assentou e deu lugar a um mercado mais definido, com menos lances agressivos nos leilões e oportunidades de crescimento mais desafiadoras, avaliam especialistas da área. “É um outro momento do setor. A euforia se refletiu em lances mais ousados na primeira onda. O momento atual não é igual”, afirmou Gustavo Gusmão, sócio da EY-Parthenon. “Ainda tem alguns ativos muito bons, mas a maioria dos que estão disponíveis são mais desafiadores, em regiões com alto índice de não atendimento, tarifas baixas. Colocar de pé [os projetos] tem sido mais difícil em cenário em que muitas empresas já estão alavancadas, em momento de juros altos, com investimentos no curto prazo contratados. Isso torna o setor mais seletivo”, disse.

Valor Econômico

 

Governo lança plano de transição energética e projeta fatia de 81% para fontes renováveis em 2055

O governo federal lançou nesta quarta-feira o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), documento que tenta organizar as políticas públicas para reduzir as emissões no setor de energia nas próximas décadas. Pelas projeções usadas como base do plano, o Brasil pode atingir a neutralidade de emissões até 2050 e elevar a participação de fontes renováveis para até 81% em 2055. Os números, no entanto, não são metas formais. Trata-se de cenários construídos a partir do Plano Nacional de Energia (PNE), que simulam diferentes trajetórias para o país. O Plante, de acordo com técnicos do governo, surge justamente para tentar transformar essas projeções em ações concretas.

O Globo



França apresenta plano para abandonar progressivamente as energias fósseis

A França, segunda maior economia europeia, apresentou nesta terça-feira um plano para eliminar progressivamente as energias fósseis, um “roteiro” pioneiro para um país, segundo especialistas. O plano foi lançado em Santa Marta, na Colômbia, durante as primeiras negociações internacionais sobre como abandonar os combustíveis fósseis que aquecem o planeta. Embora não apresente novos compromissos, ele reúne as políticas e metas climáticas já existentes sob um mesmo guarda-chuva. O carvão seria eliminado gradualmente até 2030, o petróleo até 2045 e o gás até 2050.

O Globo

 

Governo suspende por 200 dias multas por evasão de pedágio free flow

O governo federal, por meio do Ministério dos Transportes e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), anunciou nesta terça-feira, 28, a suspensão das multas por evasão de pedágio free flow (sem praças de cobrança física). As cobranças ficarão suspensas por 200 dias e voltarão a valer depois desse período caso o motorista não quite o valor. A medida também vale para os condutores que já tinham multas antes da divulgação da suspensão. Cerca de 3 milhões de infrações de trânsito emitidas em decorrência de pedágios free flow em rodovias federais e estaduais seriam canceladas.

O Estado de S.Paulo

 

Artigo: Os avanços e os 3 pontos a corrigir na privatização da Copasa

A leitura atenta dos documentos da privatização da Copasa identifica avanços importantes e três preocupações que, se não enfrentadas, podem comprometer tanto a qualidade do serviço aos mineiros quanto a arrecadação do Estado. Comece-se pelo elogio. A cláusula de não competição imposta ao acionista de referência foi bem desenhada: limita-se ao território de Minas Gerais e prevê duas exceções juridicamente acertadas –uma para fundos de investimento dos quais o adquirente participe como cotista, desde que com gestão independente, e outra para acionistas que exerçam atividades bancárias.

( Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e mestre em direito pela Harvard Law School )

Folha de S.Paulo

 

Aneel nega pedidos da J&F e mantém megaleilão de energia de R$ 515 bi

A diretoria da Aneel rejeitou os recursos apresentados pela J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que tentam anular parte do megaleilão de reserva de energia do governo Lula (PT). Em seu voto, o relator Willamy Frota afirmou que não há ilegalidades ou falhas no leilão e os problemas apontados pela empresa decorrem de “escolhas feitas pelas próprias recorrentes”. Em reunião nesta terça-feira (28), toda a diretoria da Aneel seguiu o entendimento, e agora não cabe mais recurso à companhia dentro desse processo.

Folha de S.Paulo

 

Elétricas brasileiras intensificam uso de IA e projetam ganhos de centena de milhões

Grandes companhias elétricas do Brasil, como Axia e Equatorial, estão ampliando o uso de inteligência artificial, aplicando novas ferramentas em atividades que vão desde a operação de grandes infraestruturas até processos administrativos, com ganhos anuais percebidos que alcançam a casa de centena de milhões de reais, afirmaram executivos do setor à Reuters. Maior companhia de energia da América Latina, a Axia (ex-Eletrobras) implementou diversas soluções baseadas em IA nos últimos anos, mirando principalmente ganhar eficiência e aumentar a resiliência de sua enorme base de ativos, que inclui dezenas de hidrelétricas e 74 mil km de linhas de transmissão. Todo esse trabalho já produz um impacto positivo anual de R$ 100 milhões para a Axia, afirmou o vice-presidente de Tecnologia e Inovação da companhia, Juliano Dantas.

Folha de S.Paulo

 

Plano de transição energética projeta 81% de renovabilidade da matriz em 2055

O MME (Ministério de Minas e Energia) lançou nesta quarta-feira (29) a consulta pública do Plante (Plano Nacional de Transição Energética). O documento traz um catálogo de ações e possibilidades para alcançar a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor de energia e projeta que o país pode alcançar a marca de 81% de fontes renováveis na matriz energética até 2055, no melhor dos cenários. Também há a projeção de o país alcançar um sistema elétrico 99% renovável no período. Atualmente, a matriz energética tem 52% de renovabilidade e a elétrica, 90%. A consulta pública terá prazo de 45 dias e o plano final precisará de aprovação do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).

Ag. Infra