Notícias do Dia – 30/03/2026

Onda de leilões em março soma R$ 80 bi A bolsa brasileira registrou uma corrida pelos leilões do setor de infraestrutura no mês de março, com nove certames, calendário impulsionado...

Onda de leilões em março soma R$ 80 bi

A bolsa brasileira registrou uma corrida pelos leilões do setor de infraestrutura no mês de março, com nove certames, calendário impulsionado pelo ano eleitoral. O número de leilões alcançou o visto há quatro anos, e só não bateu o recorde por conta de cancelamentos registrados no período, inclusive por problemas no desenho das modelagens. Os investimentos previstos devem chegar próximos aos R$ 15 bilhões. Se considerado também o leilão de geração de energia de capacidade, realizado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o valor chega aos R$ 80 bilhões.

Valor Econômico

 

Infraestrutura resiste a incertezas e atrai investidor

Apesar do cenário global turbulento e da incerteza em torno das eleições no Brasil neste ano, o setor de infraestrutura deverá seguir atraindo interesse do mercado neste primeiro semestre, em meio à uma onda de leilões bilionária no segmento, segundo especialistas da área. “O sentimento geral é que setores de infraestrutura, óleo e gás e energia são defensivos, vão continuar tendo demanda, investimentos”, afirmou Daniel O’Czerny, diretor de financiamento de infraestrutura global para o Citi na América Latina.

Valor Econômico

 

Juro alto desafia concessões, afirma Mansueto Almeida

A redução da taxa de juros no Brasil é fundamental para o avanço das concessões de infraestrutura, segundo Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro Nacional. “Esse nível de juros impacta os projetos. Torna muito mais desafiadora a modelagem, porque exige uma taxa de retorno muito alta para fazer frente a um juro tão elevado e à indefinição em relação a questões tributárias”, disse ele, na Brazil Conference, evento realizado por estudantes em Boston, Massachusetts, no sábado (28) e no domingo (29).

Valor Econômico

 

É hoje! Três empresas disputam leilão do Galeão, com lance mínimo de quase R$ 1 bi, e expectativa de disputa acirrada

Três empresas disputam nesta segunda-feira o leilão de repactuação da concessão do aeroporto do Galeão, terceiro mais movimentado do país, atrás de Guarulhos e Congonhas, ambos em São Paulo. Fizeram propostas pelo terminal, além do atual administrador RIOGaleão, a espanhola Aena e a suíça Zurich. O consórcio RIOGaleão é formado pela gestora brasileira Vinci Compass e pela Changi, operadora de Cingapura. Os lances serão conhecidos na tarde desta segunda, com a abertura dos envelopes na B3, a Bolsa brasileira, em São Paulo.

O Globo



Leilões de saneamento previstos para 2026 devem gerar R$ 34 bi de investimento em áreas com 11,9 milhões de pessoas

A depender dos projetos previstos para este ano em saneamento, o Brasil deve avançar significativamente na cobertura do serviço em um futuro próximo. São 26 leilões, alcançando 567 municípios, num volume de R$ 34,1 bilhões em investimentos, atendendo a 11,9 milhões de pessoas, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon) com base em informações do Radar PPP e do BNDES. São ao menos quatro grandes projetos de parcerias público-privadas (PPPs) — entre eles os de tratamento de esgoto de Goiás e da Paraíba —, com a previsão de somarem R$ 20,4 bilhões em aportes em 477 municípios do país.

O Globo

 

Acesso a àgua e saneamento cresce em Belém após COP-30

Belém do Pará, cidade que recebeu chefes de Estado, líderes de governo e representantes de mais de 100 países para a COP-30 no ano passado, ainda estava entre as piores na oferta de saneamento básico no Brasil até 2024. O município ficou no 94º lugar no ranking de saneamento de 2026, divulgado este mês pelo Trata Brasil e elaborado pela GO Associados, com 88,18% de atendimento de água, mas apenas 25,27% de coleta de esgoto. A COP-30 acelerou investimentos na infraestrutura da região. Segundo a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) destinou mais de R$ 1,4 bilhão em obras de saneamento na preparação para a conferência, com 13 canais contemplados, sendo 11 na periferia.

O Globo

 

Lodo do esgoto vira fertilizante e IA monitora distribuição de água: economia circular gera renda e otimiza saneamento

Inteligência artificial para monitorar redes de distribuição em tempo real, sensores para detecção de vazamentos e algoritmos para previsão de demanda do consumo de água são os instrumentos que as empresas de saneamento estão usando para tornar mais eficiente a operação. O uso é crucial num país onde cerca de 40% da água produzida não chega aos consumidores, perdendo-se ao longo do caminho. Ao mesmo tempo, as empresas têm implementado modelos de negócios baseados na economia circular (que visa reduzir o desperdício e a poluição), tornando a operação mais sustentável também financeiramente.

O Globo

 

Biometano, biogás e eletricidade: aterros sanitários são indústrias de energia

A exemplo do que foi feito no saneamento básico, a regionalização da gestão de resíduos sólidos avança como uma solução para cumprir os dois principais objetivos da política brasileira do segmento: acabar com os lixões e impulsionar o reaproveitamento. Os esforços nessa direção cresceram após o último prazo legal para que essas estruturas estivessem desativadas ter vencido em agosto de 2024. Naquele ano, dado mais recente disponível, pouco mais de 40% dos resíduos coletados no país tinham destinação inadequada, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema).

O Globo

 

Conta de luz mantém bandeira tarifária verde em abril, sem custo adicional, diz Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 27, a bandeira tarifária verde para o mês de abril. Esse enquadramento é vigente desde janeiro deste ano. Com as condições favoráveis à geração de energia no País, os consumidores não terão o valor adicional nas faturas no próximo mês. Para a segunda metade do ano de 2026 é vislumbrado o acionamento de bandeiras com cobrança adicional para os consumidores, com o período seco. Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

O Estado de S.Paulo

 

Governo avalia crédito de até R$ 7 bilhões para distribuidoras de energia elétrica

O governo Lula está avaliando a concessão de crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especificamente as concessionárias com maiores reajustes tarifários neste ano. A informação foi inicialmente veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. As tratativas estão avançadas. O crédito, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), poderá atenuar o aumento porcentual nas tarifas de energia elétrica em um ano eleitoral. No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%.

O Estado de S.Paulo

 

Microsoft traz tecnologia antiga a data centers de IA em SP, com maior consumo de água

No mesmo mês de janeiro em que anunciou um compromisso para diminuir o uso de água em seus data centers, a Microsoft iniciou a operação de seus primeiros complexos voltados à inteligência artificial no Brasil usando uma tecnologia antiga, que gasta várias vezes mais água do que os sistemas recentes de circulação fechada. Segundo informações divulgadas para a comunidade de Hortolândia e de Sumaré, no interior de São Paulo, onde estão as primeiras unidades no país, os data centers estão equipados com torres de evaporação. O funcionamento desses aparelhos de refrigeração envolve a perda de água para dissipar calor.

Folha de S.Paulo

 

EUA tentam transformar projetos de energia eólica offshore em acordos de combustíveis fósseis

O governo Trump está tentando interromper os projetos de energia eólica offshore restantes nos Estados Unidos, oferecendo indenizações às empresas que os estão desenvolvendo em troca de investimentos em combustíveis fósseis. O DOI (Departamento do Interior dos Estados Unidos) manteve conversas com várias empresas detentoras de concessões para parques eólicos offshore, a fim de convencê-las a firmar acordos como o obtido com a TotalEnergies na segunda-feira (23), disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

Folha de S.Paulo