Leilão de megaterminal de Santos deve ficar para maio, prevê ministro
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou nesta terça-feira (10) que o leilão do megaterminal de contêineres no Porto de Santos, o Tecon Santos 10, deve acontecer apenas em maio. A expectativa, segundo ele, é que o edital seja apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o feriado de Carnaval e publicado no início de março. “Estamos modelando ainda o edital para, ao lado da Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários], apresentar ao presidente Lula no pós-Carnaval e, a partir daí, tomar decisão conjunta para efetivamente fazer o [leilão] do Tecon Santos 10″, disse em evento do BTG Pactual.
Aneel aprova editais de leilões de térmicas e hidrelétricas para garantir segurança do sistema
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou os editais para os leilões de reserva de capacidade, que visam a contratação de usinas hidrelétricas e termelétricas para garantir segurança e estabilidade para o fornecimento de energia elétrica no país. Os certames estão previstos para serem realizados em 18 e 20 de março. Inicialmente, o leilão de reserva de capacidade estava previsto para ser realizado em junho de 2025, mas, após judicialização das diretrizes, o governo desenhou um novo modelo, com a previsão de dois leilões, com produtos separados.
Ano de 2026 será de execução de obras, afirmam presidentes de Rumo, Ecorodovias e Motiva
Após uma sequência de novos projetos e aditivos contratuais, 2026 deverá ser um ano focado na execução e entrega das obras, segundo Miguel Setas, presidente da Motiva (CCR), Marcello Guidotti, presidente da Ecorodovias, e Pedro Palma, presidente da Rumo. Os executivos participaram de evento do banco BTG Pactual nesta terça-feira (10). “Vai ser um ano de execução, de ‘capex’ [investimento] entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões. Se voltássemos três, quatro anos atrás, estávamos fazendo R$ 1 bilhão, R$ 2 bilhões, quadruplicamos. Temos muitas obras para entregar, talvez a mais icônica seja a da Serra das Araras, uma obra que será antecipada. Era para 2029 e vamos entregar parte em 2027 e parte em 2028”, afirmou Setas.
Câmara acelera projeto que cria incentivos para instalação de data centers no Brasil
A Câmara aprovou nesta terça-feira o requerimento de urgência para o projeto de lei que estabelece o Redata, o plano nacional de incentivos para o setor de data centers. O instrumento faz com que a iniciativa seja analisada diretamente em plenário, sem a necessidade de passar por comissões. As mudanças eram inicialmente tratadas por meio de uma Medida Provisória, mas o governo decidiu encaminhar o assunto por meio de um projeto de lei por conta da falta de acordo com a Câmara. O projeto é de autoria do líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE).
Efeitos do El Niño podem reduzir nível dos reservatórios e aumentar preço da energia no Brasil
O setor elétrico brasileiro entra em 2026 sob uma combinação delicada de fatores climáticos e estruturais que reacendem o debate sobre segurança energética e custo da eletricidade. Meteorologistas, consultorias e especialistas do setor elétrico avaliam os cenários climáticos e seus potenciais impactos sobre o balanço energético e a conta de luz no País. Após um período de chuvas abaixo da média e com os reservatórios ainda longe de uma recuperação robusta, a possível transição do atual La Niña para um episódio de El Niño ao longo do ano adiciona uma nova camada de incerteza ao planejamento do sistema.
Câmara acelera tramitação de projeto com regime de incentivos a datacenters
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 10, o requerimento de urgência para a tramitação do projeto que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). De acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), os deputados realizarão a votação do mérito do projeto somente depois do carnaval. A proposta autoriza a suspensão do pagamento de tributos incidentes na venda do mercado interno e na importação de componentes eletrônicos e de outros produtos de tecnologias da informação e comunicação, quando destinados ao ativo imobilizado de pessoa jurídica habilitada no Redata.
Preço frustra investidores e ameaça maior leilão de geração de energia de 2026
Os preços para o principal leilão de geração de energia elétrica deste ano foram recebidos de forma negativa por investidores nesta terça-feira (10), o que derrubou ações de empresas e provocou preocupações quanto à participação no certame. O MME (Ministério de Minas e Energia) enviou ofício com os preços nesta segunda-feira (9) à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que tornou a informação pública em reunião pela manhã desta terça. Criou-se uma divergência que há muito não se via. Entidades setoriais, especialmente dos consumidores de energia, afirmaram que os valores são compatíveis com o histórico de leilões anteriores.
Saneamento, evidência e o custo do negacionismo
Na semana passada, sustentei que infraestrutura é o Iluminismo materializado: canos, cabos, padrões técnicos e manutenção, todos dependentes de método e de confiança na evidência. Se isso é verdade, o saneamento no Brasil é o teste mais duro. Nele, negacionismo não aparece como teoria conspiratória; aparece como “cegueira conveniente”, quase sempre aliada ao corporativismo e ao curto prazo. Os dados do setor são conhecidos há anos: com o modelo tradicional, centrado em companhias estaduais como eixo quase exclusivo de expansão, o ritmo de investimento não é compatível com a universalização.
Preço frustra investidores e ameaça maior leilão de geração de energia de 2026
Os preços para o principal leilão de geração de energia elétrica deste ano foram recebidos de forma negativa por investidores nesta terça-feira (10), o que derrubou ações de empresas e provocou preocupações quanto à participação no certame. O MME (Ministério de Minas e Energia) enviou ofício com os preços nesta segunda-feira (9) à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que tornou a informação pública em reunião pela manhã desta terça.
Consórcio vence sozinho leilão de sistema de trens do RJ
Um consórcio foi o vencedor do leilão promovido pelo estado do Rio de Janeiro para ser o novo operador do sistema de trens urbanos fluminenses, informou o governo estadual nesta terça-feira (10). O atual operador do sistema, a SuperVia, controlada pela Gumi, da japonesa Mitsui, está em recuperação judicial desde meados de 2021. O consórcio, formado pelos fundos de investimento Nova Via e Magna, segundo informações da Justiça estadual, foi o único a apresentar proposta no certame na Justiça realizado mais cedo nesta terça e ofereceu um desconto de apenas 0,06% sobre o valor da tarifa sugerida de R$ 17,60.
Ferrovias serão ‘vedetes’ da agenda de leilões de 2026, diz Renan Filho
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), disse nesta terça-feira (10) que as ferrovias devem ser o grande destaque da agenda de leilões do governo federal em 2026. Durante evento do BTG Pactual, Renan afirmou que sua pasta prevê a execução de 20 certames neste ano, sendo oito do setor ferroviário e o restante de rodovias. “A malha ferroviária certamente será a vedete. Com a saída de algumas rodovias que eram ativos principais, aumenta a atratividade relativa de ferrovias. Acredito que ampliar ferrovias é um destino fundamental para o desenvolvimento, sobretudo no Brasil central.”
Setor ferroviário cria norma para intercâmbio de locomotivas
O setor ferroviário brasileiro passou a contar nesta semana com uma norma de autorregulação que estabelece requisitos mínimos para que uma locomotiva entre na malha de terceiros. Estreia da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) no papel de autorregulador, o texto é o primeiro volume de um amplo normativo focado em estabelecer as condições de intercâmbio e compartilhamento de material rodante na malha ferroviária – o próximo volume será dedicado aos vagões. Os requisitos da norma da ANTF servirão para orientar os COEs (Contratos Operacionais Específicos), por onde as empresas acertam o acesso entre as malhas. Para fazer as negociações, as ferrovias deverão seguir os critérios da autorregulação, só podendo aceitar isso ou um padrão mais elevado.

