Infraestrutura e energia devem liderar fusões e aquisições no país
Após uma sequência intensa de leilões e com a perspectiva de que a oferta de novos ativos perca força após o ciclo atual, o mercado de infraestrutura volta suas atenções para uma nova frente de crescimento: a venda de participações, que ganha espaço na agenda de investidores e operadores. A estimativa de mercado é que as operações de fusões e aquisições (M&As, na sigla em inglês) de infraestrutura e energia representem 60% do volume total de transações. Hoje, os ativos disponíveis no mercado incluem a plataforma de infraestrutura da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional); a Rumo, da Cosan; o Porto Sudeste, de Mubadala e Trafigura; a Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo), da Quadra Capital; a divisão de trilhos da Motiva (ex-CCR), entre outros, segundo fontes.
Governo arrecada R$ 3,5 bi em leilões da ANP
Os dois leilões de áreas de petróleo promovidos na quarta-feira (7) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) resultaram em 56 blocos negociados – de um total de 326 – e em uma arrecadação de R$ 3,5 bilhões para o governo federal. O montante ficou acima do piso previsto, de R$ 2,18 bilhões, se todos os blocos fossem vendidos pelo preço mínimo. Um dos leilões foi pelo regime de partilha da produção, sistema em que as empresas são prestadoras de serviço em áreas em que o petróleo é da União.
Com preço da energia em queda, total negociado na BBCE sobe 9% em setembro
A queda nos preços da energia elétrica no ambiente de comercialização livre impulsionou as operações na plataforma de negociações BBCE em setembro. Foram 6.139 transações, alta de 35,4% na comparação com agosto, movimentando 22 terawatts-hora (TWh), 9,2% a mais em relação ao mês anterior. O volume financeiro negociado totalizou R$ 4,69 bilhões, montante 5,4% maior, na mesma comparação. A aceleração dos negócios ocorreu em um momento de redução dos valores do megawatt-hora (MWh) para fornecimento nos próximos meses, refletindo um ajuste nas expectativas para a oferta e a demanda de energia, em meio ao avanço do fenômeno El Niño. Setembro registrou chuvas acima da média no Sul e no Sudeste do País, contribuindo para uma melhora no nível dos reservatórios das hidrelétricas dessas regiões. A previsão é de que as condições pluviométricas permaneçam favoráveis, o que ajuda a derrubar os preços.
Setor de data centers quer redução de 90% no ICMS de equipamentos para a infraestrutura
Entidades que representam o segmento de data centers querem uma redução de 90% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos equipamentos necessários para a infraestrutura, conforme reportou o site Telesíntese. O tema foi abordado durante a abertura do evento Data Center World, na última terça-feira (6). A negociação envolve o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e objetiva complementar os benefícios oferecidos pelo Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), sancionado pelo governo federal no mês passado. Porém, os estados resistem à proposta, conforme Walter Wolff, presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom).
MME e ONS liberam 228 MW da rede para conexão de três data centers em SP
O MME (Ministério de Minas e Energia) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) alocaram 228 MW (megawatts) de capacidade da Rede Básica para a conexão de três data centers no estado de São Paulo. Os projetos pertencem às empresas Pahlavan One, Pahlavan Three e Digital DC Brasil e ficaram com 100% da capacidade disponibilizada no primeiro processo competitivo realizado no âmbito da PNAST (Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão). Ao todo, sete empreendimentos participaram do processo, com demanda habilitada de 451 MW. A disputa envolveu quatro pontos de conexão no estado de São Paulo.

