Nobel de economia 2025 

O Nobel de Economia 2025 saiu para três economistas (um holandês, um canadense e um francês) que comprovaram, através de suas pesquisas, a importância da inovação para o crescimento econômico...

O Nobel de Economia 2025 saiu para três economistas (um holandês, um canadense e um francês) que comprovaram, através de suas pesquisas, a importância da inovação para o crescimento econômico sustentável, inspirados na teoria da destruição criativa de Joseph Schumpeter, um economista austríaco do início do século passado. 

Segundo a escola da destruição criativa, são as inovações tecnológicas o motor do capitalismo. Isso aconteceu com a revolução industrial, eletricidade, internet e deve ocorrer novamente com a chegada da inteligência artificial. Ou seja, são ondas disruptivas que rompem com o status quo trazendo novos e melhores produtos e processos produtivos.  

É claro que com a destruição criativa, há ganhadores e perdedores, mas a resultante é positiva, com a maior prosperidade decorrente do progresso tecnológico. 

Segundo o Global Innovation Index 2025, os 10 países que estão na frente do rank inovação são Suíça, Suécia, EUA, Coreia do Sul, Singapura, Inglaterra, Finlândia, Holanda, Dinamarca e China. As 10 cidades com maior cluster de inovação são: Hong-Kong, Toquio, São Francisco, Pequim, Seul, Shangai, Nova Iorque, Londres, Boston e Los Angeles.  

Do total de 136 países, o Brasil ocupa a 52ª. posição, atrás da Índia, Vietnã, Filipinas, Turquia, Tailândia e Grécia, por exemplo. Na América Latina, só perdemos para o Chile e vamos bem nos quesitos gasto em educação/PIB, registro de marcas por origem e uso de energia limpa e muito mal em ambiente de negócios, investimento/PIB e efetividade governamental. Aqui, apenas São Paulo entra no ranking dos 100 clusters analisados, na 49ª posição. 

Mesmo estando entre a 8ª. e 10ª maior economia do mundo, não estamos bem na foto da inovação e parte da culpa está na histórica falta de recursos públicos para incentivá-la. E como mostraram os laureados, sem inovação não haverá prosperidade. 

 

Roberto Figueiredo Guimarães 

Diretor da ABDIB e ex-Secretário do Tesouro Nacional