As maiores construtoras brasileiras, que estiveram no coração da Operação Lava-Jato, encolheram drasticamente num curto espaço de tempo. Do auge vivido em 2015 até o fim de 2018, a receita líquida das líderes registra um tombo de 85%, de R$ 71 bilhões para R$ 10,6 bilhões, de acordo com levantamento realizado pelo Valor com base nos balanços das companhias. Esse time inclui Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, UTC Engenharia e Constran.
Mas, por enquanto, ainda não é possível ter certezas sobre o futuro. Na opinião de Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), as grandes continuarão se destacando. “Infraestrutura requer economia de escala e o tamanho é fundamental. As médias têm limitações financeiras, de garantias.” Mas, o cenário ainda é de crise, segundo ele. “Hoje ainda estamos em um processo de redução de mercado. Não tem obra nem para grandes, nem médias, nem pequenas.”
Fonte: Valor Econômico
